sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Capítulo 46 - We can go through it all together

NOTAS INICIAIS:

Oi amores. Desculpem a longa demora ara atualizar a Last To Know. Só que a The Weekend estava no fim e eu decidi me dedicar logo para terminá-la e poder dar atenção para as outras.
Antes de leerem o capítulo eu vou indicar as minhas 2 fics de parceria.

A minha com a Glau. (a autora de The Love Kickstats Again. -  melissa e max )

http://fearnotevilfanfic.blogspot.com

E a outra é com a Bianca (autora de Crossfire.)

http://outofsight-fanfiction.blogspot.com.br

É isso e boa leitura. <3



SOPHIE.

Por que ela não acorda doutora?! Você disse que ela estava bem...

Jay. É o Jay. Tento esticar meu braço, mas meu corpo não me obedece. Por quê?! Eu quero chamá-lo, mas a minha boca esta fechada. Droga logo a escuridão me pega e eu não consigo saber de nada. Onde eu estou?! Doutora... Devo estar em algum hospital. Logo eu me lembro. O canivete em minha pele. Os gritos. Meu Deus. Sinto meu coração acelerar. Escuto alguns gritos distantes e logo sinto mãos em mim. A escuridão retorna e eu apago.

Meu amor, por favor, acorde. Eu preciso de você comigo. Volte pra mim Sophie.

E eu ouço de novo. O lamento de Jay. Há tanta dor em sua voz. Meu pobre cachinhos. Eu o amo tanto. Vamos, Sophie. Tente se mexer. Eu tento mover a minha mão que Jay está segurando. Mas é em vão. Droga! A escuridão retorna. Não, não, não. De repente uma vontade enorme de fazer xixi aparece e eu abro os olhos. Olho toda a sala. Está escuro. Olho para minha esquerda e Jay esta dormindo em uma poltrona da cor vinho. Sua posição não é nenhum pouco agradável. Observo-o com mais atenção. Seu cabelo bagunçado. Blusa amassada. Pobre James. Não deve ter saído do meu lado. Não quero ter que acordá-lo. Ele parece exausto e tudo minha culpa. Movo-me lentamente a fim de me sentar. Mas solto um gemido de dor. Lembro-me dos cortes pelo corpo. Olho ansiosamente para o lugar em que ele está. O mesmo se mexe e lentamente abre os olhos. Ele pisca algumas vezes e seu olhar para em mim. Em um segundo ele percebe que eu estou acordada e arregala os seus lindos olhos azuis enquanto se levanta apressado para o meu lado.

– Óh, Sophie. Graças a Deus. – Sua voz é rouca e cheia de alivio. Meu jay.

– Xixi. – É a única palavra que consigo falar. Xingo-me mentalmente por não elaborar uma frase para ele.

– Claro. Eu vou chamar a enfermeira.

Ele não me deixa responder e corre em direção ao corredor. Logo uma mulher aparentando ter uns cinqüenta anos vem em minha direção me examinar. Minha bexiga reclama e eu me contorço.

– Ela quer fazer xixi. Jesus. Depois você a examina melhor. – Jay estala e a mulher o olha passiva.

– Ela está de fralda. Portanto...

O que?! Não mesmo. Não vou fazer xixi em fralda nenhuma.

– Não. Eu quero fazer xixi no banheiro.

– Não acho que seja necessário, senhorita. – Ela insiste e antes que eu reclame, Jay se intromete.

– Com licença.

Ele me pega nos braços e me leva para o banheiro que fica no quarto mesmo. Ignorando as reclamações da enfermeira ele me coloca em pé e eu me apoio na pia. Com toda a paciência ele tira a fralda – graças a Deus ainda não usada– e eu fico somente com o roupão do hospital.

– Venha. – Ele pega meu braço e me coloca sentada no vaso.

Logo sem seguida ele encosta-se a pia e me olha. O que?! Não mesmo que ele vai me ver fazer xixi. Deus. Eu não vou conseguir segurar por muito tempo, mas não vou fazer na frente dele.

– Eu ja te vi pelada. Pelo amor de Deus. ele reclama e eu abro a boca escandalizada.

 Dou um olhar significativo para o mesmo e ele revira os olhos indo para fora. Com um suspiro eu solto o líquido e fecho os olhos enquanto urino.

(...)

– Como se sente? – Jay me pergunta enquanto eu termino que tomar o último gole da canja de frango. Não sei se é porque eu estava com muita fome ou se mudaram o jeito de cozinhar no hospital. Mas a sopa estava ótima.

– Bem melhor agora. – afasto o prato de mim e coloco na bandeja que esta na mesinha ao lado da cama. Volto a olhá-lo. Oh, eu o amo tanto. E eu sei que ele me ama. – Obrigada por ficar comigo. Eu te amo.

Ele me recompensa com o seu lindo sorriso tímido.

– É o que fazemos quando amamos. Sophie. Ficamos com a pessoa amada. – Assim que ele responde meu coração praticamente derrete.

Algumas horas depois todos estão dentro do quarto para me ver. Estou feliz. Tom, Siva, Nathan, Kelsey, Nareesha, Cristina... Mas cadê Max e Cinthya?! Ela ainda está aqui no hospital ou aqueles pervertidos não podem me ver primeiro pra depois irem se divertir?!

– Onde estão Max e Cinthya? – Coloco a minha curiosidade para fora e percebo o rosto de todos ficando sérios. Então eles se entreolham. O que houve?! – Me digam. – Minha voz sai num tom desesperado.

Todos olham para Siva e ele suspira.

– A Cinthya está em casa. – ele hesita, mas resolvo continuar. – Max está com ela.

– ÓH, graças a Deus. Vocês me assustaram. Como ela está?

Siva engoliu a seco e continuou.

– Bem... e-ela bem...

– Sophie. Prazer. Sou a doutora Genna. – Uma mulher entrou no quarto e veio em minha direção. Ela olhou para todos ali e sem dizer mais nada eles saíram da sala me deixando sozinha com ela.

– Doutora...

– Me chame de Genna, querida.

– Genna. A Cinthya. O que houve? – Minha amiga. Meu Deus.

– Assim que vocês foram internadas aqui nesse hospital nós examinamos vocês. Descobrimos que Cinthya havia sido estuprada. E isso lhe causou um trauma. – O que? Meu Deus Cinthya. – Eu conversei com Max. Ele esta arrasado. Ela não suporta o toque dele. Pelo menos por enquanto. Eu vou precisar da sua ajuda, Sophie.

– C-claro que sim. Eu faço o que for preciso. Meu Deus. – Respondi horrorizada. Aquele monstro.

Fiquei conversando mais alguns minutos com a Genna e depois de dois dias eu recebi alta. Jay estava me esperando. Dessa vez com os cabelos arrumados. Uma roupa nova. Perfumado. Meu James. Ele veio ao meu encontro e me abraçou. Ele segurou minha cabeça entre suas mãos e me olhou com os olhos cheios d’água.

– Eu achei que nunca mais a veria. – Sua voz é baixa. Segurando o choro.

– Eu não iria te deixar tão facilmente Sr. McGuiness. – Eu sorrio e ele me puxa para um beijo.

(...)

Jay abriu a porta de casa e eu suspirei. Enfim em casa. Eu ainda estava dolorida. Subi as escadas e fui diretamente para o quarto da Cinthya. Ela estava sorrindo ao lado de Cristina. Quando me viu ela correu e me abraçou. Prendi a respiração e agüentei a dor que o abraço me causou. Assim que ela me soltou suspirei.

– Estava com saudades. – ela me encarou e eu a abracei de novo.

– Eu também. Como você está?

– Bem. – ela em respondeu e eu a observei. Ela parecia bem. Continuamos conversando e logo ouvimos vozes lá embaixo. Eram as vozes de Nathan e Max.

Olhei para Cinthya e ela estava ofegante e com os olhos arregalados. A balancei e ela me olhou.

– Não deixa ele me tocar, Sô.

Pobre Cinthya. Ele te ama, Cinthya.

– Amiga, ele é o Max. O seu Max. Ele jamais ia te fazer mal. – Meus olhos estavam cheios d’água.

– Eu sei. Eu só tenho medo. Não sei o que ele vai fazer ao me tocar. Por favor. Não deixe ele me tocar. – Ela me segurou apertado e eu senti uma enorme pena dela. Coitado do Max. Ele te ama amiga. Você precisa entender.

CRISTINA.

Sai do quarto e fui tomar banho para sair com Nathan. Com toda essa confusão não tivemos tempo para nada. Agora com as meninas em casa podemos relaxar. Me arrumei e logo escutei Nathan e Max na sala. Iríamos ao cinema e depois comer em algum lugar. Desci as escadas e fui recebida com um sorriso que poderia iluminar toda a Londres. – não literalmente, é claro. Me despedi de Max que subiu as escadas em direção ao quarto da Cinthya. Pobre Max. Mesmo com Cinthya não querendo vê-lo ou o deixar tocá-la. Todo dia ele vem saber como ela está.
Fomos andando mesmo. O cinema não era longe e dava mais tempo para aproveitarmos. Quando paro para pensar sobre tudo que está acontecendo. Parece que é um filme. Eu namoro com meu ídolo. Minhas amigas foram seqüestradas por ex-namorados malucos. Se eu for contar ninguém acredita. Um carro de som passou pela gente enquanto caminhávamos e estava tocando a música do one direction. No mesmo momento Nathan revirou os olhos. Não acredito que ele ainda está com ciúmes do Harry.

– Sério isso? – O encarei e ele me olhou com uma falsa dúvida.

– Isso o que?

Estreitei os olhos para ele.

– Eu vi você revirando os olhos, Nathan. – Falei e ele estalou a boca negativamente. – Ainda é o lance com o Harry? Sério? Achei que já tínhamos superado.

Ele fez um bico e faz uma expressão de aborrecido.

– Só não o quero dando em cima do que é meu. – Ele responde. Parece uma criança pirracenta às vezes. Meu Deus.

Decido não responder para não azedar o nosso clima. Já estávamos na fila para comprar os ingressos para vermos Mercenários. Eu simplesmente esperei muito por esse filme. Quando falei para Nathan a minha escolha ele ficou levemente surpreso. Ele esperava que eu dissesse o que? Eclipse?! Não muito obrigada. Ele está abraçado por trás de mim e de vez em quando beija minha bochecha enquanto esperamos a nossa vez de comprar. Sinto flashes em minha direção, mas prefiro ignorar. Quando aceitei namorá-lo eu sabia o pacote de peso que viria com ele. Continuo a olha para frente e presto atenção no homem que está diante de mim. Olho as suas costas e seu cabelo. Ele me lembra alguém. Não. Jesus. Não pode ser. Ele se mexe. Parece que esta falando com alguém. Uma morena sorri e vai para o seu lado. Ele coloca as mãos no bolso e tira duas notas e dá para ela. A mesma anda em passos apressados para uma barraca de doce que esta há alguns metros. Ele se vira para observá-la. Não olha pra mim. Não olha pra mim. Eu oro mentalmente. Mas em vão. Assim que ele se vira, as minhas intuições estavam certas. Era o Harry. Que droga. Sinto o corpo de Nathan ficar tenso.

– Cris. Quanto tempo. – ele se curva e beija minha bochecha. Sinto o braço de Nathan se apertar em minha cintura.

– Verdade. – o respondo com um sorriso educado.

– E as meninas como estão? Eu vi as notícias. Sinto muito. – ele lamente e eu sei que ele esta sendo sincero.

– Elas estão melhores. Obrigada.

– Então que filme vocês vão ver? Ah. Oi, Nathan. – Ele desvia o seu olhar de mim para encarar Nathan.

– Não decidimos ainda. – Antes que eu pudesse responder. Nathan passa a minha frente. Nathan e seu ciúme. Nós sabemos muito bem que filme vamos ver, mas claro que ele não quer correr o risco de Harry assistir o mesmo filme.

Depois de mais algumas palavras ele se vira e a morena volta. Veja Nathan. Pode ser a namorada dele.

– Você é um irmão muito chato Harry. – a menina da um tapa no braço dele e sorri. Irmão?! Ok.

Viro meu rosto para olhar Nathan e o mesmo está olhando sério para frente. Me viro ficando de frente para ele. Ele olha para mim e eu o beijo tentando melhorar seu humor. E funcionou. Ele sorri quando paramos de nos beijar. Volto a ficar de costas para ele e vejo Harry comprando os ingressos. Mercenários não. Mercenários não. Para meu alívio ele compra ingressos para ver Eclipse. Aposto que foi a pedido de sua irmã. Compramos os nossos ingressos e fomos direto para a sala que passaria o filme.