Oi amores. No capítulo anterior eu esqueci do gif. Psé.
Porém hoje vai ter. fiquem atentas.
SOPHIE.
No dia seguinte Tom, Siva e Nathan me chamaram para uma
conversa sobre os seus amigos. Eles me falaram sobre os 25 shows que eles teriam
que cancelar pelo fato de Jay e Max não querer fazê-lo para ficar perto de mim
e da Cinthya.
– Como assim?! Não. Eu vou falar com dos dois. Vocês não vão
se prejudicar por minha culpa. – Me levantei, mas Tom segurou meu braço.
– Você sabe que nós nos preocupamos com você, Sô. Jamais
pense o contrário. Pelo menos fale com eles para fazerem alguns shows por aqui
por perto. – Tom falou.
– A maioria dos shows que faríamos ia ser por aqui. – Siva
completou.
– Eu entendo vocês. Como eu disse – me levantei e os encarei.
– vocês não vão se prejudicar por minha causa. – Antes que eles falassem mais
alguma coisa eu saí.
Andei pelas ruas perto de casa e me sentei em uma sorveteria.
Peguei meu telefone e fiz a minha ligação. Logo ele atendeu.
– Sophie?!
– Oi Jay. Eu estou aqui na sorveteria que fica na esquina de
casa. Pode vim aqui. Quero falar com você.
– Ok.
Não demorou muito para que ele chegasse ofegante. Se eu não
estivesse tão preocupada poderia até sorrir. Mas a situação não me permitia
fazer isso. Eu tinha que fazer o que fosse preciso para o bem dele e da banda.
Não iria deixar eles se prejudicarem por minha causa. Esse problema não é
deles.
– Sophie?! – Ele me chamou.
Eu lentamente levantei a cabeça e o olhei. Pela minha expressão ele percebeu que
não era algo bom. Apontei para a cadeira que estava à minha frente e ele se
sentou.
– Jay... eu – Limpei a garganta e lutei contra as lágrimas
que ameaçaram aparecer. – é melhor nós terminarmos.
Assim que eu terminei de falar ele arregalou os olhos e
piscou algumas vezes atordoado.
– Por quê? – Ele me perguntou num sussurro.
– Eu estou atrapalhando a sua vida, Jay. Eu não tenho o
direito.
– Por que... De onde você tirou essa merda, Sophie? De onde? –
Ele estava perdido.
– Sabe quantos shows você está prestes a cancelar, James?
Tudo por mim?! Sabe o que isso vai fazer com sua carreira? Eu não... Não posso
deixar isso acontecer. Eu não vou deixar você destruir tudo o que conquistou.
Não vou deixar você acabar com sua vida. – Olhei para baixo e apertei os olhos.
Logo senti mãos segurando meus ombros. O olhei e ele me olhava assustado.
– Será que você não entende?! A minha vida começou a ter
sentido quando você entrou nela. Eu não vou deixar você sair dela, ouviu? Eu
faço os shows. Eu faço. Só não me deixe, por favor. – Em seus olhos havia
súplica. Comecei a chorar e ele me abraçou.
– Promete Sophie. Promete que não vai me deixar. – Ele
sussurrou.
– Eu já era sua antes mesmo de você me conhecer, Jay. Não vou
a lugar nenhum. – O apertei e ele se afastou para me olhar. Em seguida ele
segurou meu rosto e me beijou.
Quando nos recuperamos eu falei com ele sobre fazer pelo
menos os shows por aqui em Londres e para falar com Max. Ele concordou e
passamos o resto do dia andando.
MAX.
– Como assim a Sophie saiu e você está com Nathan?! E a
Cinthya esta sozinha?... Eu vou lá. Ela tem que comer... Como assim não é boa
idéia?! Ela é minha namorada, droga. Má idéia foi você sair e deixar ela
sozinha, Cristina. Eu vou lá e pronto.
Desliguei o telefone e o guardei no bolso. Coloquei uma blusa
e fui em direção a casa da Cinthya. Ela estava sozinha e eu tinha que ver como
ela estava. Já em frente a sua casa eu peguei a cópia da chave da porta e
entrei. A casa estava silenciosa. Subi as escadas e passai pelo corredor
parando em frente a porta do quarto da Cinthya. Suspirei e por fim bati na
porta. Bati mais duas vezes e nada. Quando abri a porta ela estava dormindo.
Sorri e ameacei me aproximar. Mas parei antes de fazer tal ato. Já posso
imaginar o que aconteceria se ela acordasse e eu estivesse a tocando. Eu estou
louco. Minha vontade é abraçá-la enchê-la de beijos e dizer que eu a amo, mas
tenho que ser paciente.
Desci as escadas e logo estava na cozinha fazendo panquecas.
Com o café da manhã pronto, coloquei tudo em uma bandeja e subi novamente as
escadas. Empurrei a porta do seu quarto com o pé e me aproximei da cama
colocando a bandeja em cima da mesinha ao lado da cama. Toquei de leve o braço
da mesma e ela lentamente acordou. Cinthya piscou algumas vezes se acostumando
com a claridade e quando os seus olhos pararam em mim eu percebi desespero
neles. Antes que ela falasse algo eu me afastei para dar espaço.
– Por favor, não vou lhe fazer mal. Só fiz seu café da manha.
– Me justifiquei e ela me olhava desesperada e ofegante.
– Como você entrou? Cadê as meninas? – Ela olhou em volta do
quarto e seus olhos voltaram-se para mim novamente.
– Elas saíram e eu tive que vim fazer o seu café da manha.
Não vim lhe fazer mal, por favor. Eu nunca faria... Você sabe. – Supliquei e
dei uma passo para frente. Ela me olhou por uns segundos e fez sinal para que
eu me sentasse no final da cama.
Sorri e obedeci. Ela então pegou a bandeja e toda desconfiada
começou a comer. Minutos depois ela já havia acabado. Eu fiquei lá olhando para
ela. Minha mão coçava para se esticar e alisar os eu cabelo, mas me contive.
Aquilo estava me matando. Acabando comigo. Me levantei e peguei a bandeja do
seu colo. Me abaixei e ameacei a dar um beijo em sua testa. Ela se encolheu e
sua respiração se acelerou.
– Não. Não me toque. Não não. – Ela tentava se afastar e eu
dei um passo para trás atordoado. Meus olhos queimavam e eu queria chorar. Mas
não podia parecer fraco na sua frente. Não mesmo.
– Me perdoe. Não foi minha intenção lhe assustar. Me-me
desculpe. – Me virei e sai de seu quarto em passos largos indo à cozinha.
Quando cheguei no cômodo me permiti chorar como criança. Meu coração doía
demais. Eu me sinto impotente. Ela precisa de ajuda e a última pessoa que ela
queria no momento era eu. Não agüento isso. Eu preciso dela. Ela precisa
entender isso.
CINTHYA.
Eu não consigo parar de tremer. As lágrimas já saíam com
facilidade. Eu preciso dele. Preciso, mas eu não consigo suporta o seu toque.
Meu Deus. Eu sei que ele esta sofrendo com isso, mas toda vez que vejo suas
mãos próximas a mim eu me lembro dele
e de suas mãos nojentas em mim. Me apertando. Não. Não dá. Ele uma hora vai
cansar e me largar. Eu sei, mas não posso fazer nada. Não posso.
Me joguei na cama de novo e comecei a soluçar. O que eu fiz
pra isso acontecer comigo? Eu tenho que achar um jeito de superar senão eu vou
perdê-lo. Eu vou perder o Max. Me recuperei e fui para o banheiro. Lavei meu
rosto e respirei fundo. Eu tenho que fazer algo. Mas o que?! Tirei minhas
roupas e fui tomar banho. Hoje era o primeiro dia com o meu psicólogo. Eu tenho
que voltar a antiga Cinthya. Eu preciso.
(...)
– Sente-se, Cinthya. – O psicólogo apertou a minha mão e me
apontou a cadeira.
– Me conte como você está se saindo no dia-a-dia. – Ele
entrelaçou as mãos e me olhou.
– Bem... esta tudo normal. Tirando alguns pesadelos e a
sensação de estar sendo vigiada algumas vezes.
Enquanto eu falava ele anotava tudo.
– E sobre a parte de ser tocada? Percebi que você apertou a
minha mãe sem problemas.
– Eu estou saindo bem... Quer dizer... com as meninas. Elas
me tocam e os garotos também. O Tom, Siva, Nathan e o jay. O problema é o Max –
encarei meus dedos – eu não suporto o seu toque. Eu quero que ele me toque só
que eu tenho medo.
– Isso vai passar com o tempo, Cinthya. Você não suporta seu
toque pelo fato dele já ter tido uma vida íntima com você assim como o seu ex.
Vamos fazer o seguinte. Uma pequena tarefa. Todo dia você pelo menos vai ter
que deixar ele te tocar onde você escolher e você vai tocá-lo também. Entende?
Suspirei. Eu vou fazer isso por mim e por ele.
– Sim. Entendo.
Depois de uma hora de conversa eu saí bem mais aliviada. Eu
tenho que lutar por ele.
