domingo, 21 de outubro de 2012

Capítulo 41 - It's now or never

NOTAS INICIAIS:
Oi lindezas, então a fic está chegando ao fim e como eu disse haverá segunda temporada, vai ter um gif no final do capítulo representando a parte destacada e vou colocar a música para escutarem durante o tempo que vocês irão ler. Boa Leitura e por favor, deixem comentário, isso me incentiva MUITO <3

Meet me on the Equinox - Death Cab for Cutie




Sophie POV’S

- O que acharam da apresentação? – Thomas falou ansioso.

- Amor, você foi ótimo, todos vocês foram. – Kelsey deu um beijo no Tom

- O que foram aquelas meninas puxando a sua calça, seu James? – falei brincalhona e ele passou os braços em minha cintura.

- Você sabe que eu só tenho olhos pra você né? – ele roçou seus lábios no meu e nos beijamos.

Chegando ao final do evento fomos para a festa logo em seguida, tinha muita gente lá e vários famosos, vários deles vinham até onde estávamos para elogiar o desempenho dos meninos, estava tudo simplesmente perfeito, não tudo porque faltava uma pessoa aqui, era a Cinthya. Falando nela eu estava com um pressentimento estranho, algo me falava para ir correndo até em casa.

- Que cara de bunda é essa Sô? – Cristina chegou eufórica.

- Estou com uma sensação ruim. – falei pensativa.

- Vocês quando estão assim termina acontecendo algo mesmo, tenho medo. - ela falou agora séria.

- O que foi, vida? – Jay se aproximou

- Estou com um pressentimento ruim jay. – o encarei.

- Relaxa, vamos aproveitar mais um pouco e a gente vai pra casa pode ser? – Ele beijou minha cabeça e eu concordei.

A festa estava rolando e eu não consegui aproveitar mais nada, minha cabeça estava em casa, eu queria ir o mais rápido possível pra lá e parecia que as horas não passavam, é incrível que quando você está animada parece que a hora voa, mas quando você esta querendo ir embora os segundos parecem minutos.

- Vamos? – Fui tirada dos meus pensamentos pelo toque do jay na minha cintura.

- Sim, vamos. – peguei minha bolsa e fui andando depressa até o carro.

O retorno pra casa demorou cerca de uma hora, quando chegamos em casa já era duas horas da manha, todos estavam rindo de uma piada que o Tom contou, mas logo ficaram sérios ao reparar a porta aberta e a luz acesa.

- O que a Cinthya está fazendo? – Max perguntou tentando forçar a visão através do vidro da janela do carro.

- Isso nós vamos ver agora. – falei saindo do carro.

Conforme fui me aproximando pude perceber que a fechadura da porta estava quebrada, como se alguém tivesse arrombado.

- Cinthya? – senti minha garganta apertar e uma dor tomou conta de mim.

Chamei mais uma vez e nada, eu sabia, em alguns momentos temos sensações estranhas, que não sabemos explicar. Parece que dá um aperto no coração sem motivo, uma sensação de friagem, uma dor na barriga, um sentimento de que algo vai acontecer e a maioria das vezes acontece mesmo, muitas vezes não damos o devido a valor a nossas sensações, sejam elas boas ou ruins e acabamos nos deparando com algo que poderíamos evitar, esse era o caso exato, se eu tivesse ido embora da festa na hora que eu senti isso talvez eu não estivesse nessa situação.

- Cadê ela. – Max perguntou entrando

- Alguém arrombou a porta Max. – falei o encarando com as mãos na boca.

- Será que foi algum ladrão? – Cris perguntou.

- Um ladrão que não rouba nada? – James perguntou entrando logo em seguida.

- Tem um papel aqui. – James segurou o mesmo.

- Lê James – Tom falou ansioso.

“Sophie, deixei mais um bilhetinho para você querida, aqui é o Erick, estou avisando que eu peguei a minha linda namorada de volta e se você quiser vê-la de novo, vá você o seu namorado cabeludo e o careca que achava que era namorado da Cinthya para esse endereço, é pra ir somente vocês três, se tiver mais alguém adeus Cinthya, entendeu? É pra ir assim que você ler esse bilhete, com amor Erick”

- Nada disso que vocês vão sozinhos, a gente tem que chamar a polícia. – Thomas elevou a voz.

- Não. – elevei a minha voz em algumas oitavas. – a gente não pode levar mais ninguém, não vou arriscar.

- Ela está certa. – Max concordou comigo.

- Vocês estão malucos? Ele vai matar vocês. – Cristina falou com voz de choro.

- Eu estou disposta a correr o risco. – eu estava decidida, iria com ou sem eles.

- Você não vai sozinha, e além do mais vocês estão avisados, qualquer coisa alertem a polícia e vão para o endereço, sê depois de doze horas a gente não der notícia vocês vão lá. – James falou.

- Isso não é boa idéia. – Siva falou preocupado.

- Não é boa, porém é a única. – o encarei e subi as escadas para trocar de roupa, coloquei algo leve e fiz um rabo de cavalo, os garotos foram em casa para trocar de roupa.

Me  olhei no espelho e suspirei fundo, meu coração batia forte, até que ponto vai a força de uma amizade pra você ser capaz de arriscar a sua vida pela vida da amiga?! Ela era mais que isso, era parte de mim, eu devia isso è ela, suspirei mais uma vez e desci as escadas, todos já estavam lá embaixo, Thomas sentado encarando o nada e Siva estava ao seu lado com as mãos embaixo do queixo, as meninas estavam com os olhos vermelhos e todas juntas, Nathan olhava através da janela enquanto Max e James conversavam em um canto.

- Vamos? – chamei a atenção de todos.

- Vocês têm certeza? – Thomas perguntou aflito.

- Temos. – Eu e Max falamos ao mesmo tempo.

- Se em doze horas vocês não derem sinal de vida eu chamo a policia. – Siva falou sério. – isso é uma má idéia. – ele falou para si mesmo balançando a cabeça negativamente.

- Se ele tiver feito algo com ela... – Max fechou os punhos.

- Ei, vai dar tudo certo, a gente vai conseguir. – o encarei e logo em seguida dei um abraço.

Não perdemos mais tempo e entramos no carro indo em direção ao caminho no qual Erick pediu, o silêncio no carro era torturante e cada minuto a tensão aumentava, James estava com as mãos presas ao volante e não desviava o olhar nem por um segundo, Max encarava a janela do carro enquanto eu fechei os olhos, sabe quando você está andando em um lugar e você sabe que no final dele algo de ruim vai acontecer, mas você não tem escolha a não ser continuar, porque a vida de alguém muito importante para você está em jogo? Pois bem, era assim que eu me sentia, nem que eu precisasse morrer para a Cinthya viver, eu faria e faria muito feliz.

- É aqui. – James parou o carro em frente a um antigo celeiro no meio do nada, olhei em volta só havia mato.

- Vamos. – Sai decidida do carro, era agora ou nunca.





PERSONAGENS!

Oi lindezas, então durante o decorrer da fic eu mostrei fotos dos personagens, mas o que ocorre é que eu acho que ficaria melhor se colocasse pessoas conhecidas como tal para melhorar a imaginação de vocês e assim eu poder colocar gifs no final do capítulo do mesmo jeito que eu faço com "wherever you will go" minha outra fanfic, por isso vou postar o Nome do personagem e seu novo "rosto", espero que gostem assim como eu ok?! E sim irei fazer segunda temporada, acho que mais uns 5 capítulos e acaba essa temporada, choremos todos juntos ;c



                                                 SOPHIE:



CINTHYA





CRISTINA




REBECCA



MICHELLE


MÁRCIO

(não se engane com a cara de anjinho do Márcio u.u)

ERICK





Então galera, o que acharam? eu quero a opinião de vocês, personagens novos, cara nova, KKKKK.
Comentem ok? e a partir de agora haverá um gif para a parte destacada do texto e vou colocar uma música para vocês escutarem durante a leitura do capítulo, acho que é só isso! Beijo morecos ♥








quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Capítulo 40 - Tell me what the fuck is wrong with me

Oi lindezas, então vou pedir que vocês escutem uma música enquanto leem ok?

Linkin Park - Given Up



POV’S Erick

E aqui estou eu sozinho no quarto de hóspedes do apartamento da Michelle me afundando cada vez mais na cocaína, essa maldita, você pensa que a cocaína vai aumentar a sua percepção, que ela vai te ajudar a ser mais esperto, que você será capaz de controlar as coisas, é uma tremenda asneira. Depois de um tempo você começa ficar endividado, nem toma mais banho, abandona os seus amigos e familiares e torna-se indefeso e solitário.  Cocaína é como uma luz para as mariposas: atrai cada vez mais e mais. Não é físico, tá na sua cabeça, quanto mais você tem, mais você quer, eu já estou fudido mesmo, não vai adiantar nada, a Cinthya seguiu em frente, todos seguem em frente e eu estou aqui, várias pessoas já tentaram me fazer sair, mas eu não consigo, esse é um caminho sem volta, você acha que eu não tento sair? Eu tento sim, mas é impossível, já não tenho mais animo para nada e ver como a Cinthya me superou tão rápido é algo que eu não consigo aceitar, ver ela feliz com outra pessoa além de mim é inaceitável a meu ver, dói saber que ela está feliz sem mim, por alguns momentos sinto dor em viver, uma angústia toma conta de mim. Sinto-me como um céu composto por seu negro vazio existencial sem o brilho das estrelas, tento buscar palavras que possam representar a minha dor, mas não as encontro. Nem chorar, nem fogo, nem inferno, nem lamento, nem sofrimento servem para exprimir a dor que estou sentindo neste momento, quando deito pra dormir, com a escuridão da noite memórias me trazem lembranças de puro sofrimento, meu coração partido em pedaços, minha alma morta, e meu corpo enfraquecido, as lagrimas insistem em descer, estou perdido em um mundo cercado de desgraça e miséria.

O mundo cruel tornou a minha vida insana, pois obstáculos freqüentes e maiores me derrubam, às vezes chego a questionar minha existência, então se sou mesmo humano porque não ajo como tal? Quero mudar mais não consigo, quero sorrir mais choro, quero ter Deus perto de mim mais o afasto, sou incompreensível, perturbado não consigo se quer acreditar em mim, estou fraco e mais fraco tenho medo de ficar sozinho, às vezes eu tento cometer loucuras. Caio no chão e não consigo levantar-me, olhos pra todos os lados e ninguém por perto, me derramo em lágrimas e continuo no chão úmido e sujo, meu corpo aos poucos perde sua cor viva e estonteante pois é contagiosa há tristeza em meu coração, falo sozinho e estou perdendo a fé, em momentos de crise imagens frias e passadas repetem sem dó na minha mente pareço estar vivendo tudo de novo, meu Deus porque sou assim? Não sei se foram minhas escolhas erradas, me arrependo de estar aqui agora... Todos os dias quando eu acordo eu acordo sorrindo por achar que o dia será diferente, que será bom e todos os dias eu me deito chorando por ver que aquele dia foi como outro qualquer, dolorido, sofrido e indiferente. Eu tenho um buraco enorme no meu peito, uma ferida que parece que nunca será cicatrizada, eu tenho “tudo”, eu sei, mas o que  é ainda ter tudo e não ter com quem compartilhar? Mas quer saber? Já que eu estou na lama vou é me sujar, e tem mais, que se foda tudo, já estou ferrado nesse mundo e eu não vou me ferrar sozinho, como falei a Cynthya é minha e de mais ninguém, ela é meu brinquedo e eu não acabei de brincar para outra pessoa pegá-la.

Me levantei ainda meio alucinado pela quantidade de cocaína que ingeri, se todos já me viam como um ser desprezível vou ser desprezível então, avistei a chave do carro em cima da mesinha da sala e fui em direção a porta para sair do apartamento, eu sei o que fazer, aliás, eu sei aonde ir, conforme fui dirigindo o efeito da droga tomou completamente o meu corpo e eu já não estava no meu juízo perfeito, me sinto bem e me sinto mal ao mesmo tempo, esfreguei minha cabeça num ato desesperado, tudo a minha volta começou a passar devagar e parecia que somente eu estava numa velocidade normal, naquele momento era só eu e eu, acelerei mais ainda, eu queria chegar rapidamente ao meu destino, eu só ia ficar satisfeito quando completasse o que eu iria fazer e ninguém iria me impedir, Cinthya ia ser minha hoje mesmo.
Parei em frente ao lugar que eu queria e antes de sair do carro procurei uma caneta e papel e rapidamente achei no porta-luvas do carro, minha visão estava meio turva então esfreguei os olhos para ver se melhorava, rapidamente escrevi o que eu queria e dei uma ultima olhada, sorri satisfeito e sai do carro olhando para os lados para ver se tinha muitas pessoas na rua que talvez pudessem ver o que eu faria, olhei para a casa a minha frente e... BINGO! Parece que alguém esta em casa hoje, não pensei duas vezes e dei um chute na porta fazendo a mesma abrir violentamente e a garota sentada no sofá desse um pulo de susto, quando Cinthya direcionou seu olhar a mim eu sorri, um sorriso malicioso, ela então arregalou os olhos e se levantou do sofá andando para trás numa tentativa de fugir, dei passo em sua direção e seus olhos estavam com lágrimas, andei mais rápido e segurei seu cabelo com força quando ela se virou fazendo menção de correr puxei sua cabeça fazendo seu corpo se chocar com o meu.

- Você vem comigo. – falei num sussurro e a puxei comigo, mas antes deixei um papel no sofá.

Ela se debatia fazendo com que me esforçasse mais para colocá-la dentro do carro, tateei minha calça a procura do celular e rapidamente o achei, o retirei do bolso e antes de qualquer coisa dei partida no carro saindo o mais rápido do local.

 Alô, Márcio? Adiantei o plano, chama as garotas e vai para o local que a gente combinou. | Foda-se se eu sou doido porra, faz logo o que eu falei.

Desliguei e acelerei, Cinthya me olhava aterrorizada, havia medo em seus olhos, eu não conseguia despertada nada além de medo nas pessoas à minha volta, já que era assim paciência.

- Você está maluco. – ela pela primeira vez falou comigo e eu fechei os olhos aproveitando o som da sua voz.

- Eu estava com saudades de escutar a sua tão doce voz meu amor. – falei sorrindo em sua direção e seu rosto formou uma careta de incredulidade.

- Eu não sou o seu amor. – ela praticamente cuspiu aquelas palavras, eu apertei as mãos no volante e parece que o efeito da cocaína se espalhou mais ainda me fazendo esfregar a cabeça novamente.

- Você é minha e pronto, não se preocupe que dessa vez ninguém vai nos separar. – sorri maldoso para ela.

- O que você quer dizer com isso? – ela perguntou com medo.

- Estou falando do seu namoradinho careca, ele vai vim atrás de você e eu vou matá-lo, simples assim.

- Você é maluco.

- Eu sei, agora cala a porra da sua boca. – falei por fim e acelerei mais ainda, eu não ia perder tempo.

domingo, 14 de outubro de 2012

Capítulo 39 -But I know that we'll be alright


POV’S Sophie

Abri meus olhos, mas me arrependi, a luz branca fez com que eu os fechasse automaticamente, abri de novo agora devagar e eles aos poucos foram se acostumando com a luz, eu estava em um quarto de hospital, rolei meus olhos por todo o quarto e meu olhar voltou para duas pessoas cochilando em duas poltronas nada confortáveis, tentei me mexer sem fazer barulho, mas foi impossível, os dois abriram os olhos e pelo que eu percebi eles ficaram chorando por um bom tempo.

- Meu amor você acordou. – James falou se aproximando e tocando um rosto.

- Amiga que susto você deu. – Cinthya falou com lágrimas nos olhos.

Não demorou muito e eu me lembrei do motivo por estar no hospital, rapidamente minha garganta fechou e meus olhos se encheram d’água, coloquei minhas mãos sobre meu cabelo e percebi que ele estava curto, eu não entendi o porquê daquilo, o que eu fiz?

- Eu estou horrível. – falei e chorei com mais vontade, Cinthya deu um olhar significativo para James que assentiu e saiu do quarto.

-Amiga, o seu cabelo a gente dá um jeito, você é linda de qualquer jeito, eu quase morri de preocupação sabia? Eu achei que ia te perder.

- Eu achei que não ia sair dessa cara, eu estava sentindo tanta dor que a escuridão que insistia em se aproximar me pareceu bastante atrativa, parecia que se eu me entregasse à ela seria mais fácil.

- Mas você venceu amiga, você está aqui de novo, a gente te ama demais, eu te amo demais pra te perder, somos uma só lembra? Se você fosse embora como eu ficaria?

- Verdade não você não ia durar um minuto sem mim. – sorri em meio às lágrimas e ela sorriu fraco. – Ele ficou aqui o dia todo? – perguntei me referindo ao Jay.

- O dia todo? – ela sorriu. – amiga ele não saiu desse quarto a dois dias, só saia para comer e ir ao banheiro. Quando ela disse isso eu sorri e as lágrimas caiam no meu rosto. – Bem... Eu acho que vou chamá-lo aqui para vocês terem uma conversa. – ela sorriu e beijou minha testa saindo logo em seguida.

Uma vez eu li em algum lugar que quando uma pessoa te ama de verdade ela não desiste de você, isso é a mais pura verdade, quando a pessoa te ama ela faz questão de mostrar não só para você, mas para todos ao seu redor esse sentimento, eu não sei por que eu ainda cheguei a duvidar de algo assim, a nossa história foi tão intensa, esse sentimento que nasceu foi tão rápido que eu me assustei, eu fiquei com medo de estar me enganando, mas ele conseguiu me provar que não, não foi à toa que um pouco antes da escuridão tomar conta de mim a ultima coisa que eu vi foi o seu rosto, o rosto do James sorrindo pra mim. Voltei à realidade quando o barulho da porta se fez presente, olhei para a direção do barulho e lá estava ele com os olhos vermelhos e inchados de tanto chorar e com um sorriso bobo no rosto, eu observei cada detalhe dele, a barba não feita, os cabelos desarrumados, mas não deixando de estar com os cachos, sua blusa xadrez, sua calça preta e seu all star, ele era perfeito, perfeito pra mim, eu não tenho mais dúvidas, a suprema felicidade da vida é a convicção de ser amado por aquilo que você é, ou melhor, apesar daquilo que você é e apesar dessa pessoa insuportável, ciumenta, boba e irritante que eu sou, ele me ama assim mesmo.

- Ei vida, você me assustou sabia. – ele tocou meu rosto assim que chegou perto da cama, logo depois ele puxou a poltrona pra perto e se sentou.

- Eu sei, eu achei que não ia sair dessa. – sorri de leve.

- Se você tivesse ido embora, eu seria obrigado a ir atrás de você sua teimosa. – ele falou secando uma lágrima que caia.

- Um pouco antes de tudo ficar preto, quer saber a última coisa que me passou pela cabeça? – eu perguntei e ele fez um gesto negativo com a cabeça. – foi você.

- Eu te amo tanto, eu não suportaria te perder. – ele falou me dando um beijo na testa.

-Eu te amo mais. – puxei sua nuca e nossos lábios se colaram.

Não me importei com o hálito, não me importei com nada, eu só queria sentir a sua boca na minha, sentir o seu calor, só perto da morte eu pude perceber o quanto James era essencial na minha vida, o quanto eu não conseguiria viver sem ele. Acho que o amor é isso, é querer pertencer ao outro, não por submissão ou posse, mas por entrega, agora eu sei como dói ficar longe de quem a gente ama de verdade quando eu achei que jamais o veria de novo, ficar sem ele é ter a noção do tempo e não saber preenchê-lo, é perder a paz e conhecer a ausência de alguém presente, naquela hora que eu pensei que não o veria mais talvez tenha sido o maior desafio pro meu coração. No começo eu tentava apenas gostar dele, pois tudo era tão simples. Não queria amar... dizia: "amar não é para mim! Gosto tanto de estar sozinha", mas ele com esse seu jeito, bobo, inocente, gostoso..conseguiu me fazer ir além do apenas gostar. 

(...)

- Vamos pro salão cara, a gente tem que se arrumar. – Cristina falou.

Já tinha se passado um mês desde que aconteceu isso comigo, fui à polícia e fiz corpo delito, até hoje não conseguiram descobrir quem e porque fez isso, eu tinha minhas dúvidas, mas não posso acusar sem provas não é mesmo, tentamos esconder essa história dos repórteres, imagina o rolo que ia ser se eles me vissem machucada? Iam falar que James me batia. Hoje eles estavam um tanto quanto animados, pois ele iriam se apresentar em um grande evento, eu e Cristina estávamos indo para o salão junto com Nareesha e Kelsey, a Cinthya não estava se sentindo bem e não vai poder ir, ela insistiu para que nós fossemos embora quiséssemos ficar com ela.

- Você tem certeza que vai ficar bem? – perguntei mais uma vez e Cinthya revirou o olho.

- Vou cara, que saco, vai logo. – ela sorriu e eu me despedi, estava com uma sensação estranha, mas resolvi ignorar, deve ser algo da minha cabeça.

Passamos o dia todo no salão, fizemos a unha, o cabelo, maquiagem e a roupa trocaríamos no apartamento da Nareesha, estávamos tão animadas e orgulhosas deles, antes de namorada eu era fã e ver eles assim tão felizes me dá uma alegria inexplicável. Não demorou muito eu, Cris, naree e kelsey estávamos prontas e fomos para a apresentação, tivemos que passar pelo tapete vermelho e vários fotógrafos chamaram nosso nome e pediram para fazer pose, era uma coisa de louco, eu estava ficando tonta de tantos flashes na minha direção, depois de um tempo fomos para os nossos lugares e logo os meninos iam se apresentar.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Capítulo 38 - Yes, we fall down


 Coloquei a minha mão automaticamente onde foi à tapa, eu estava caída no chão e meu rosto ardia, as lágrimas de medo misturadas com desespero tomaram conta do meu rosto, eu estava com medo, por que eles estavam fazendo isso? Quem são eles?
- Por que você fez isso? – perguntei chorando, eu não entendia.
- Cala a sua boca sua vagabunda. – um deles falou e me deu um chute nas pernas, as senti latejarem e novamente a dor tomou conta de mim, comecei a chorar alto, eu estava sozinha, sem proteção.
- Para de gritar. – um deles falou novamente e em seguida chutou minha barriga, uma dor enorme surgiu e o ar me faltou, me virei de lado e passei meus braços pelo estômago numa tentativa desesperada de conter a dor que só aumentava.
- Parem, por favor. – implorei numa tentativa inútil de fazê-los terem pena. – se vocês quiserem dinheiro levem. – continuei, mas foi inútil.
- A gente não quer seu dinheiro. - um deles falou e me colocou de pé apertando meus braços. – O que a gente quer já estamos fazendo com você. – ele terminou de fala e me jogou no chão de novo.
Logo em seguida foi tudo tão rápido, um deles puxou meu cabelo com força me fazendo soltar um gemido de dor e o outro veio com a tesoura, comecei a ver os fios de cabelo caindo no chão e comecei a gritar, meu cabelo não, por que isso meu Deus? Passei as mãos pelo meu cabelo e ele nem chegava ao ombro, comecei a chorar e a pegar os fios de cabelo que estavam no chão e juntei todos, minha garganta já estava doendo de tanto que eu chorava, depois disso só sentia várias pontadas por todo meu corpo, eu levei um soco e senti meu rosto molhar, coloquei a mão onde senti o molhado e a mesma estava cheia de sangue, eu não conseguia fazer nada a não ser implorar para que parassem.
- Chega cara, ela já esta machucada demais, vamos embora antes que alguém veja. – ouvi de longe um deles falando, olhei para cima a minha visão estava turva.
- Isso é pra você aprender a parar de bancar a valentona. – um deles falou e puxou o outro, logo depois eles saíram correndo e sumiram.
 Comecei a tossir e sangue saia da minha boca, minha respiração estava fraca, eu não conseguia me mover, tudo doía, meu nariz latejava e eu não sabia qual parte do meu corpo doía mais, eu estava em choque, nunca passei por isso, com dificuldade comecei a me arrastar pela rua e numa tentativa falha tentei gritar por socorro, inútil já que minha voz não saía, vi de longe uma sombra parecia ser um homem vindo em minha direção, não de novo não.
- SOCORRO, NÃO ME BATE DE NOVO, POR FAVOR, CHEGA, SAI DE PERTO DE MIM. – Comecei a gritar desesperada, eu não queria ter que passar por isso de novo, eu não parava de gritar.
- Calma menina, meu Deus vou ligar pra ambulância, fica calma eu vim ajudar. – olhei melhor e um senhor de idade estava abaixado ao meu lado.
- eu não quero morrer, se eu morrer fala pro Jay que eu o amo. – falei sussurrando ao bom moço, logo depois eu não vi mais nada, tudo ficou escuro.

POV’S Cinthya

Acordei com algo estranho, eu estava com um sentimento ruim, eu não sabia o que era, mas algo me falava para ir ver a Sophie, me levantei rapidamente da cama e fui em direção ao quarto da mesma e ela não estava, desci as escadas apressadamente e fui em direção a cozinha.
- Sophie cadê você?  Você está ai? – perguntei e o silencio permanecia, liguei para o celular dela e nada dela responder, meu coração começou a acelerar, eu tenho certeza que algo de ruim aconteceu. Subi correndo as escadas e fui acordar a Cristina.
- Acorda Cris, algo de ruim aconteceu com a Sophie, ela não está em casa e não atende o celular. - falei a sacudindo e a mesma levantou rapidamente
- Como você sabe que algo aconteceu com ela? – ela perguntou preocupada.
- Eu não sei, acordei com essa sensação ruim, desci e ela não estava em casa, liguei pro celular dela e nada. – falei e lágrimas começaram a rolar dos meus olhos e minhas mãos estavam geladas.
- Calma cara, vamos nos meninos, vai que ela está lá não é? – Cris falou e assim fizemos.
Chegamos lá e batemos na porta rapidamente até que o Nathan abriu todo descabelado e só com uma calça de moletom, entrei sem nem ao menos ele permitir.
- Cadê a Sophie? Ela está aqui? Está com Jay? – Soltei várias perguntas
- Sophie não está aqui Cinthya, o que houve? – Assim que Nathan me falou eu cai sentada no chão.
Realmente alguma coisa realmente tinha acontecido, com ela não meu Deus, Nathan ao ver meu estado subiu as escadas correndo e foi acordar os meninos, Cristina ficou do meu lado e me ajudou a levantar.
- Cadê a Sophie, Cinthya? – James desceu as escadas correndo e segurando pelos braços.
- Eu não sei James, eu acordei com uma sensação ruim e não estou conseguindo falar com ela. – falei e chorei mais ainda, o James ficou me encarando por mais alguns segundos e me soltou para pegar o celular.
Max chegou e ficou comigo, eu estava com muito medo de que algo de ruim acontecesse, eu não iria suportar, ela é tudo pra mim.
- Atende meu amor, atende, por favor. – Jay estava com o celular e andava de um lado para o outro esfregando a cabeça.
Ficamos cerca de meia hora tentando entrar em contato com ela, mas nenhum sinal, estávamos todos preocupados.
- Chega! Eu vou procurar ela. – Jay falou pegando as chaves do carro.
Quando ele ia sair o meu celular tocou.

- Alô| Sim sou eu mesma. | Como assim meu Deus?| Já estou indo.

Comecei a chorar compulsivamente, isso não está acontecendo, ela não, qualquer um menos ela. Eu estava tremendo e não conseguia falar nada.
- Era quem? Era sobre a Sophie? DESEMBUCHA CINTHYA. – jay veio para o meu lado e falou desesperadamente.
- E-ela, ela está no hospital desacordada. – Assim que terminei de fala cai sobre o sofá, isso não estava acontecendo.
Todos fomos em direção ao hospital, o James queria ir dirigindo, mas achamos melhor não, por isso o Thomas foi dirigindo, James estava num estado de nervos que dava pena, os olhos dele vermelhos e ele não piscava.
- Se acontecer alguma cois... - ele falou, mas eu o interrompi.
- Não vai acontecer nada ta legal, ela vai ficar bem. – falei elevando minha voz em algumas oitavas. – ela vai ficar bem. – falei num sussurro para mim mesma na tentativa de me convencer que ela estava realmente bem, ela tinha que estar bem.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Capítulo 37 - High & low


POV’S Sophie

- Não sabemos mais o que fazer com o Maximillian, ele está triste, quieto, não faz mais piadas e nem minha orelha puxa mais, você tem noção de que ele não puxa mais a minha orelha. – Thomas falava com voz de indiguinação.
- Esses dois têm que voltar rápido, eu não agüento mais essas músicas melosas, filmes melosos, eu não agüento mais. – Cristina falou com a mão apoiada na testa. Rimos com o desespero dos dois.
Estávamos todos reunidos em uma sorveteria muito aconchegante até, e conversávamos sobre o casal meloso Max e Cinthya, já não sabíamos o que fazer com esses dois, eles estavam sofrendo, todos sabem que eles se amam, mas eu conheço a minha amiga ela é orgulhosa demais.
- Nathan para de melação com a Cristina. – Jay repreendeu
- Está com ciúmes porque agora não quero mais saber de você, BIRD?- Nathan perguntou irônico.
- Você é como um boomerang meu amor, sempre vai, mas depois volta para os meus braços. - James falou e Nathan esticou a mão para o mesmo segurar.
- Ah James, isso foi tão lindo, Jatythan sempre será real. – Nathan falou com a mão no peito.
- E inicia a viadagem. – Siva falou revirando o olho.
- Você está com inveja porque sempre quis que Jiva fosse real. – Jay falou provocando.
- Na verdade estou muito feliz com Siveesha, obrigado. – ele falou e deu um selinho na Nareesha que caia na gargalhada.
- Ah! Porra parem de ser gays caralho. – Tom falou fingindo estar chateado.
- Falou o ser que foi abandonando pelo seu companheiro, Oh! Max não pegou mais na minha orelha. – James falou imitando a voz de Thomas para provocá-lo
- Acho que o cachinhos está querendo ficar careca. – Thomas falou e Jay automaticamente colocou as mãos no cabelo.
- Chega né, Tomsey também é legal poxa. – Kelsey falou e fez cara de triste.
- Claro que é né sua doente, eu amo Tomsey. – Thomas falou e beijou a Kelsey.
Estávamos rindo como sempre até que ficamos quietos com a reportagem que passava na TMZ.
Notícia fresquinha gente, um dos casais do momento que há muito tempo não eram vistos juntos foram flagrados aos beijos no meio da rua, isso mesmo, a algum tempo estavam rolando boatos que o casal Max George da boyband The Wanted e Cinthya tinham se separado, mas parece que era apenas boatos, pelas fotos vocês podem ver eles se beijando e logo em seguida ele a girando no ar, parecem estar mais felizes do que nunca,pois é fãs, Max George ainda está comprometido.Voltamos com mais notícias depois, fiquem ligados aqui na TMZ!
Estávamos boquiabertos, vendo as fotos olhamos um para a cara do outro e Thomas num pulo saiu correndo em direção ao carro do lado de fora, nós repetimos o gesto e entramos no carro o mais rápido possível, tínhamos que saber se era verdade  a volta deles.

POV’S Max

- Por que você estava indo lá em casa? – Cinthya perguntou enquanto brincava com meus dedos.
- Porque quando se percebe que se quer passar o resto da vida com alguém, você quer que o resto da vida comece logo e eu não podia perder tempo para tentar lhe ter de volta. – falei enquanto mexia na sua orelha, ela sorriu e levantou a cabeça me dando um beijo calmo.
Com o tempo o beijo se transformou em desejo e saudade, eu ansiava por isso a muito tempo, a deitei no sofá e me coloquei por cima com cuidado para não depositar todo meu peso sobre Cinthya, desci meu beijos até seu pescoço e a garota suspirou fundo, desci minhas mãos até as laterais da sua coxa e apertei, a mesma arranhou de leve minhas costas , beijei seus lábios novamente e a luxúria se fez presente, a garota desceu suas mãos até meu membro já excitado me fazendo gemer de leve.
- É VERDADE QUE VOCÊS VOLTARAM?- Thomas entrou de vez pela porta gritando me fazendo levantar de susto.
- Eita, oi, desculpa ai gente. – Ele falou coçando a cabeça.
- Você tem algum problema Parker? – Cinthya levantou arrumando os cabelos e sua roupa.
- Acho que a gente atrapalhou. – James falou rindo e olhei com mais atenção o resto do pessoal estava olhando também.
- Sim, voltamos, estão felizes agora?- falei e revirei o olho.
- Ainda bem meu amor, a minha orelha sentiu falta dos teus carinhos. – Thomas veio correndo e pulou no meu colo, fazendo os outros rirem.
Resolvemos assistir um filme qualquer e ficamos reunidos, e eles me enchendo de pergunta de como foi que aconteceu, o que eu falei e blá blá blá, eles são as pessoas mais chatas do mundo, e eu não conseguiria viver sem.

POV’S Michelle

- Você é uma merda pra arrumar idéias sabia cara. – Erick falou nervoso depois que vimos à reportagem sobre Max e Cinthya
- Eu tentei ok, você acha que eu estou feliz, e merda é você. - falei colocando o dedo em sua cara, ele veio para cima de mim e segurou meu rosto.
- Acho bom você falar direito comigo, você não me conhece. – ele chegou perto de mim e passou as mãos pelos meus seios e sua boca chegou até meu ouvido, eu suspirei fundo, e ele sussurrou. - Eu até pensei que poderia te dar uns pegas, mas você não chega nem aos pés da Cinthya. – ele sorriu e se afastou.
- Tenho nojo de você. – foi tudo o que eu consegui falar, o ódio estava tomando conta de mim, eu odiava aquela sem sal, como alguém pode gostar daquilo, daquele ser inútil, ela ia pagar de algum jeito, eu não vou deixar barato, o Max está destinado para ser meu, ele vai ser de um jeito ou de outro, e eu vou atingi-la machucando a uma pessoa que ela ama demais.
- Levanta ai, tenho trabalho para vocês dois. - falei para Marcio e Erick que logo sorriram com a minha idéia. Não queria ter que machucar ninguém, mas ela não me deixa escolha alguma.

(...)

POV’S Sophie.

Hoje era sábado e eu não tinha trabalho graças a Deus, me surpreendi por ter me levantado tão cedo, desci para tomar café, a casa se encontrava silenciosa devido ao fato das duas preguiçosas ainda estarem dormindo, fui preparar meu café e percebi que não tinha pão, e o que é café da manhã sem pão? Subi as escadas correndo e fui tomar um banho, troquei de roupa e fui à padaria há duas quadras daqui, o dia estava totalmente lindo, sorri sozinha e fui cantarolando, o caminho para a padaria tinha que passar por um beco que eu não gostava muito, mas hoje eu estava feliz demais para se preocupar.
- Bom dia, sete pães, por favor. - falei educada ao atendente
Peguei os pães e fiz meu caminho de volta a minha casa, passei pelo beco novamente, mas percebi que um homem me seguia, olhei de relance para trás e resolvi apressar os passos, mas fui parada por outro homem que entrou na minha frente, ele estava mascarado, minha respiração acelerou e meu coração começou a bater forte, dei meia volta, mas o outro homem chegou perto, o medo estava estampado no meu rosto.
- O que uma moça tão linda faz sozinha em um beco como esse? – um perguntou e alisou meu rosto me dando uma tapa em minha cara logo em seguida, a tapa foi tão forte que cai derrubando os pães que eu carregava.

domingo, 7 de outubro de 2012

36 - I don't want to miss a thing


POV’S Max

Quando Sophie me pediu para ficar com a Cinthya hoje foi a melhor coisa, nada que eu não faria, e vê-la ali nos meus braços de novo mesmo que seja só vendo TV é a melhor coisa que tem, não importa a situação, quando você ama alguém de verdade você pode estar no pior lugar do mundo, mas se ela estiver lá então o lugar é perfeito, o amor é um sentimento tão lindo que eu recomendo para qualquer um, você sofre, mas também você se sente completo,o amor não é se envolver com a pessoa perfeita, aquela dos seus sonhos.Não existe príncipes e nem princesas.Eu encaro a Cinthya de forma sincera e real, vendo suas qualidades, mas também os seus defeitos. O amor é lindo quando encontramos alguém que nos torne melhor do que podemos ser. Quando a gente ama alguém de verdade esse amor não se esquece, o tempo passa, tudo passa, mas aqui dentro continua, e qualquer momento longe é demais, a saudade machuca, mas qualquer momento perto é maravilhoso porque o amor só aumenta, eu nunca imaginei que houvesse um amor desse jeito que consegue caber no peito, mas eu posso dizer que eu sei o que é ter um amor de verdade, e um amor assim eu sei que é pra sempre, quem ama não esquece a pessoa amada, o amor é desse jeito, eu esqueço de mim, mas dela jamais. O amor é um privilégio que poucos apreciam ter, você pode encontrar alguém que é exatamente o certo para você, não porque ela é perfeita ou você é, mas porque suas falhas combinadas permitem que dois seres separados se tornem um só, e para que você saiba foi sim amor a primeira vista, eu me apaixonei pela Cinthya de forma irreversível, no momento em que a vi eu soube que minha vida jamais seria a mesma.
- Max? Você por acaso está prestando atenção no filme? – fui afastado dos meus pensamentos com a pergunta de Cinthya
- Oi, sim estou. – falei tentando ser convincente sobre o olhar de desconfiado dela.
- Sei. – ela sorriu e voltou a prestar atenção no filme.
- Acho que está na hora do almoço não é?- falei sorrindo e fui em direção a cozinha.
- Só quero ver se você é bom. – ela falou divertida.
- Você sabe que eu sou muito bom. – falei deixando um ar de duplo sentido na frase fazendo a garota se calar e voltar a ver televisão.
(...)
- Ok, isso aqui está muito bom. – Cinthya falou de boca cheia.
- Sabia que ia gostar da minha lasanha especial. – falei sorrindo
- Se bem que eu vou ficar gorda com isso tudo, mas dane-se. – ela falou e deu mais uma garfada me fazendo gargalhar.
O dia passou voando e logo Sophie e Cris chegaram do trabalho, me despedi da Cinthya com um beijo em sua testa e falei que amanhã viria de novo.

(...)

POV’S Cinthya

Já tinha se passado um mês desde que eu fizera a cirurgia, e acredite ou não quem ficou comigo esse tempo todo era o Max, mesmo que ele não passasse o dia comigo me ligava para saber como eu estava, cada dia que passava eu sentia que ele realmente me amava e estava arrependido, realmente o problema não era ele o problema era eu, eu tinha medo de me entregar novamente ao amor. As pessoas nos decepcionam, melhor dizendo, nós nos decepcionamos com as pessoas, criamos expectativas demais, esperamos demais delas e algumas vezes elas simplesmente não correspondem, eu pensava assim do Max, mas depois fui ver os fatos, se ele tivesse de “cair fora” teria feito isso há muito tempo, ele não desistiu de mim, eu sou muito burra, eu demorei muito para perceber. Me distraí durante muito tempo com paixões que não duravam mais que a lua minguante, por algum tempo vivi uma relação extremamente conturbada e complicada. Na verdade, não sei se posso chamar de "relação", era alguma coisa sem nome, aquilo não me deixava em paz, me fazia mais mal do que bem, mas de alguma maneira eu continuava. Não entendo, a gente se boicota tanto, sabemos que queremos e merecemos mais, mas continuamos insistindo em coisas sem sentido. Punição? Talvez. A gente demora para se permitir ser feliz, deve ser por isso que as pessoas ficam tateando no escuro durante muito tempo até encontrarem a tal pessoa certa, não sei se existe a pessoa certa, sei que existe uma pessoa certa para você, por mais errada que seja, é aquela que te dá vontade de continuar, continuar lutando, vivendo, acordando, sorrindo,tem gente que nos dá essa vontade, aquela vontade de ser melhor para a gente mesmo e para quem nos rodeia.Essa pessoa era ele, Maximillian Alberto George.
Estava sentada no sofá pensando sobre o assunto enquanto a televisão estava ligada, lágrimas misturadas com sorriso começaram a brotar no meu rosto, como eu pude demorar tanto tempo para perceber que ele realmente me ama, ele podia ter errado, mas ele se arrependeu, ele não desistiu e isso é motivo suficiente pelo menos para mim de que ele me quer. De repente começou o clipe do Aerosmith - I don’t want to a miss a thing e automaticamente olhei a minha tatuagem que eu fizera com Max.

Flashback

Eu e Max estávamos voltando de um pub e estávamos um pouco alterados devido à quantidade de bebida alcoólica que ingerimos, chegamos em casa e ligamos a televisão e começou a passar o clipe do Aerosmith na TV, eu dei um gritinho e me sentei para ver, ele me acompanhou.
- Sabe... Essa música fala tudo o que eu sinto por você. - Max falou me olhando doce.
- E eu por você. – o beijei docemente.
- Vem cá tive uma idéia. – ele parou o beijo, desligou a televisão e me puxou me levando de volta a rua.
- fecha o olho. - ele pediu malandro e eu acenti.
xX
- Tatuagem?- perguntei incrédula.
- Sim amor e já sei o que vamos tatuar. – ele falou sorrindo.
- E o que seria?- levantei uma sobrancelha e coloquei as mãos na cintura.
- O nome da nossa música. – ele falou e sorriu.
- E que música seria essa?- eu falei rindo.
- I don’t want to miss a thing. (eu não quero perder nada) – ele falou óbvio
- Por que não? – falei divertida.

Flashback

Ri sozinha com a minha lembrança, aquele dia foi perfeito, eu tinha que tomar alguma atitude, eu adiei isso por tempo demais. Levantei rapidamente do sofá e fui rapidamente em direção à porta, eu sabia o que tinha que fazer

POV’S Max

Hoje foi um dia comum, eu ainda não tinha ligado para Cinthya para saber como ela estava, acho que estava cedo demais para isso, um mês se passou, um mês, e eu estava cansado, eu fiz de tudo para provar para ela que eu a amo, que eu necessito dela. Estava deitado na cama escutando uma playlist com músicas calmas, até que começou a tocar uma musica, a nossa música, olhei para meu pulso direito e la estava a tatuagem “I don’t want to miss a thing”, sorri com a lembrança de como foi feita a tatto, fechei os olhos e comecei a cantar junto com a música

 don´t wanna close my eyes
( Não quero fechar meu olhos)

I don´t wanna fall asleep
(Não quero pegar no sono)

´Cause I´d miss you, babe
(Porque eu sentiria sua falta, baby)

And I don´t wanna miss a thing
(e eu não quero perder nada)

´Cause even when I dream of you
(Porque mesmo quando eu sonho com você)

The sweetest dream will never do
(o sonho mais doce nunca vai ser suficiente)

I´d still miss you, babe
(e eu ainda sentiria sua falta, baby)

And I don´t wanna miss a thing
(e eu não quero perder nada)

Abri os olhos, eu sabia o que tinha que fazer, era agora ou nada, me levantei e corri em direção à porta, sai de casa e fui em direção a casa dela, mas fui surpreendido com alguém esbarrando fortemente em mim devido ao fato da pessoa estar correndo.
- Max? – Cinthya me chamou, ela estava chorando e respirando rapidamente.
- O que foi? Você está bem? Está precisando de algo? –falei preocupado, mas me surpreendi com a sua atitude.
- Estou precisando sim. - assim que terminou de falar, ela puxou a minha nuca fazendo nossos lábios se chocarem, sua língua pediu passagem e eu logo cedi, aproveitei cada canto de sua boca, eu ansiava por isso há um tempo, senti flashes em nossa direção, mas eu não liguei, o importante era ali e agora, eu não queria estar em lugar algum a não ser ali com ela, senti as lágrimas dela sobre meu rosto e a falta de ar fez nossas bocas se desgrudarem.
 - Eu fui burra Max, eu não consegui ver que você me ama, eu não me importo com o que aconteceu no passado, assim como eu disse naquele dia que você me pediu em namoro, eu me importo com o aqui e o agora, eu me importo com o presente, o meu presente é você. – ela falou com lágrimas nos olhos e eu não pude conter meu sorriso.
- é sério Cinthya? É sério? – eu falei incrivelmente feliz recebendo um gesto positivo com a cabeça da parte a garota.
Não contive minha alegria e a abracei tirando-a do chão e a rodando no ar, sua gargalhada me fez rir mais ainda, eu finalmente tinha minha princesa de volta.