quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Capítulo 47 - We'll get it right again

NOTAS INICIAIS:
Oi amores. No capítulo anterior eu esqueci do gif. Psé.
Porém hoje vai ter. fiquem atentas.


SOPHIE.

No dia seguinte Tom, Siva e Nathan me chamaram para uma conversa sobre os seus amigos. Eles me falaram sobre os 25 shows que eles teriam que cancelar pelo fato de Jay e Max não querer fazê-lo para ficar perto de mim e da Cinthya.

– Como assim?! Não. Eu vou falar com dos dois. Vocês não vão se prejudicar por minha culpa. – Me levantei, mas Tom segurou meu braço.

– Você sabe que nós nos preocupamos com você, Sô. Jamais pense o contrário. Pelo menos fale com eles para fazerem alguns shows por aqui por perto. – Tom falou.

– A maioria dos shows que faríamos ia ser por aqui. – Siva completou.

– Eu entendo vocês. Como eu disse – me levantei e os encarei. – vocês não vão se prejudicar por minha causa. – Antes que eles falassem mais alguma coisa eu saí.

Andei pelas ruas perto de casa e me sentei em uma sorveteria. Peguei meu telefone e fiz a minha ligação. Logo ele atendeu.

Sophie?!

– Oi Jay. Eu estou aqui na sorveteria que fica na esquina de casa. Pode vim aqui. Quero falar com você.

Ok.

Não demorou muito para que ele chegasse ofegante. Se eu não estivesse tão preocupada poderia até sorrir. Mas a situação não me permitia fazer isso. Eu tinha que fazer o que fosse preciso para o bem dele e da banda. Não iria deixar eles se prejudicarem por minha causa. Esse problema não é deles.

– Sophie?! – Ele me chamou.

 Eu lentamente levantei a cabeça e o olhei. Pela minha expressão ele percebeu que não era algo bom. Apontei para a cadeira que estava à minha frente e ele se sentou.

– Jay... eu – Limpei a garganta e lutei contra as lágrimas que ameaçaram aparecer. – é melhor nós terminarmos.

Assim que eu terminei de falar ele arregalou os olhos e piscou algumas vezes atordoado.

– Por quê? – Ele me perguntou num sussurro.

– Eu estou atrapalhando a sua vida, Jay. Eu não tenho o direito.

– Por que... De onde você tirou essa merda, Sophie? De onde? – Ele estava perdido.

– Sabe quantos shows você está prestes a cancelar, James? Tudo por mim?! Sabe o que isso vai fazer com sua carreira? Eu não... Não posso deixar isso acontecer. Eu não vou deixar você destruir tudo o que conquistou. Não vou deixar você acabar com sua vida. – Olhei para baixo e apertei os olhos. Logo senti mãos segurando meus ombros. O olhei e ele me olhava assustado.

– Será que você não entende?! A minha vida começou a ter sentido quando você entrou nela. Eu não vou deixar você sair dela, ouviu? Eu faço os shows. Eu faço. Só não me deixe, por favor. – Em seus olhos havia súplica. Comecei a chorar e ele me abraçou.

– Promete Sophie. Promete que não vai me deixar. – Ele sussurrou.

– Eu já era sua antes mesmo de você me conhecer, Jay. Não vou a lugar nenhum. – O apertei e ele se afastou para me olhar. Em seguida ele segurou meu rosto e me beijou.

Quando nos recuperamos eu falei com ele sobre fazer pelo menos os shows por aqui em Londres e para falar com Max. Ele concordou e passamos o resto do dia andando.

MAX.

– Como assim a Sophie saiu e você está com Nathan?! E a Cinthya esta sozinha?... Eu vou lá. Ela tem que comer... Como assim não é boa idéia?! Ela é minha namorada, droga. Má idéia foi você sair e deixar ela sozinha, Cristina. Eu vou lá e pronto.

Desliguei o telefone e o guardei no bolso. Coloquei uma blusa e fui em direção a casa da Cinthya. Ela estava sozinha e eu tinha que ver como ela estava. Já em frente a sua casa eu peguei a cópia da chave da porta e entrei. A casa estava silenciosa. Subi as escadas e passai pelo corredor parando em frente a porta do quarto da Cinthya. Suspirei e por fim bati na porta. Bati mais duas vezes e nada. Quando abri a porta ela estava dormindo. Sorri e ameacei me aproximar. Mas parei antes de fazer tal ato. Já posso imaginar o que aconteceria se ela acordasse e eu estivesse a tocando. Eu estou louco. Minha vontade é abraçá-la enchê-la de beijos e dizer que eu a amo, mas tenho que ser paciente.
Desci as escadas e logo estava na cozinha fazendo panquecas. Com o café da manhã pronto, coloquei tudo em uma bandeja e subi novamente as escadas. Empurrei a porta do seu quarto com o pé e me aproximei da cama colocando a bandeja em cima da mesinha ao lado da cama. Toquei de leve o braço da mesma e ela lentamente acordou. Cinthya piscou algumas vezes se acostumando com a claridade e quando os seus olhos pararam em mim eu percebi desespero neles. Antes que ela falasse algo eu me afastei para dar espaço.

– Por favor, não vou lhe fazer mal. Só fiz seu café da manha. – Me justifiquei e ela me olhava desesperada e ofegante.

– Como você entrou? Cadê as meninas? – Ela olhou em volta do quarto e seus olhos voltaram-se para mim novamente.

– Elas saíram e eu tive que vim fazer o seu café da manha. Não vim lhe fazer mal, por favor. Eu nunca faria... Você sabe. – Supliquei e dei uma passo para frente. Ela me olhou por uns segundos e fez sinal para que eu me sentasse no final da cama.

Sorri e obedeci. Ela então pegou a bandeja e toda desconfiada começou a comer. Minutos depois ela já havia acabado. Eu fiquei lá olhando para ela. Minha mão coçava para se esticar e alisar os eu cabelo, mas me contive. Aquilo estava me matando. Acabando comigo. Me levantei e peguei a bandeja do seu colo. Me abaixei e ameacei a dar um beijo em sua testa. Ela se encolheu e sua respiração se acelerou.

– Não. Não me toque. Não não. – Ela tentava se afastar e eu dei um passo para trás atordoado. Meus olhos queimavam e eu queria chorar. Mas não podia parecer fraco na sua frente. Não mesmo.

– Me perdoe. Não foi minha intenção lhe assustar. Me-me desculpe. – Me virei e sai de seu quarto em passos largos indo à cozinha. Quando cheguei no cômodo me permiti chorar como criança. Meu coração doía demais. Eu me sinto impotente. Ela precisa de ajuda e a última pessoa que ela queria no momento era eu. Não agüento isso. Eu preciso dela. Ela precisa entender isso.

CINTHYA.

Eu não consigo parar de tremer. As lágrimas já saíam com facilidade. Eu preciso dele. Preciso, mas eu não consigo suporta o seu toque. Meu Deus. Eu sei que ele esta sofrendo com isso, mas toda vez que vejo suas mãos próximas a mim eu me lembro dele e de suas mãos nojentas em mim. Me apertando. Não. Não dá. Ele uma hora vai cansar e me largar. Eu sei, mas não posso fazer nada. Não posso.
Me joguei na cama de novo e comecei a soluçar. O que eu fiz pra isso acontecer comigo? Eu tenho que achar um jeito de superar senão eu vou perdê-lo. Eu vou perder o Max. Me recuperei e fui para o banheiro. Lavei meu rosto e respirei fundo. Eu tenho que fazer algo. Mas o que?! Tirei minhas roupas e fui tomar banho. Hoje era o primeiro dia com o meu psicólogo. Eu tenho que voltar a antiga Cinthya. Eu preciso.

(...)

– Sente-se, Cinthya. – O psicólogo apertou a minha mão e me apontou a cadeira.

– Me conte como você está se saindo no dia-a-dia. – Ele entrelaçou as mãos e me olhou.

– Bem... esta tudo normal. Tirando alguns pesadelos e a sensação de estar sendo vigiada algumas vezes.

Enquanto eu falava ele anotava tudo.

– E sobre a parte de ser tocada? Percebi que você apertou a minha mãe sem problemas.

– Eu estou saindo bem... Quer dizer... com as meninas. Elas me tocam e os garotos também. O Tom, Siva, Nathan e o jay. O problema é o Max – encarei meus dedos – eu não suporto o seu toque. Eu quero que ele me toque só que eu tenho medo.

– Isso vai passar com o tempo, Cinthya. Você não suporta seu toque pelo fato dele já ter tido uma vida íntima com você assim como o seu ex. Vamos fazer o seguinte. Uma pequena tarefa. Todo dia você pelo menos vai ter que deixar ele te tocar onde você escolher e você vai tocá-lo também. Entende?

Suspirei. Eu vou fazer isso por mim e por ele.

– Sim. Entendo.

Depois de uma hora de conversa eu saí bem mais aliviada. Eu tenho que lutar por ele.






14 comentários:

  1. chorei junto com o Max... isso não é vida Alina! deixa o menino ser feliz!

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  2. eu to com muuuita, muuuuita pena do Max :c

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  3. Pelos deuzes!! coitado do Max e dá Cinthya. Estou com um peso no coração só ler esses últimos capítulos... Aluna deixa de ser má, e faz logo esse casal maravilhoso parar de sofrer. Que eu não aguento mais ver o Max tão triste. :‘(

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    1. Ps: Foi mal pelos comentários repetidos o celular mandou sem que eu tenha visto... Sorry!

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  4. Pelos deuzes!! coitado do Max e dá Cinthya. Estou com um peso no coração só ler esses últimos capítulos... Aluna deixa de ser má, e faz logo esse casal maravilhoso parar de sofrer. Que eu não aguento mais ver o Max tão triste. :‘(

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  5. Pelos deuzes!! coitado do Max e dá Cinthya. Estou com um peso no coração só ler esses últimos capítulos... Aluna deixa de ser má, e faz logo esse casal maravilhoso parar de sofrer. Que eu não aguento mais ver o Max tão triste. :‘(

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  6. Tadinho do Max , mas vamos entender q se eu tivesse sido estrupada depois viria um trauma de alguem e o alguem mais proximo no momento ..

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  7. Max sofrendo todos sofrem também ... Mais vai dar tudo certo sim sim ^^ Cara o Sophie quase me matou ali cara tadinho do Jay cara O.O kkkk

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  8. Cinthya : YOU GOTTA FIGHT,FIGHT, FIGHT, FIGHT, FIGHT for this love!
    Anima mulher,lembre-se ele é ele..(tá bom,o que eu estou dizendo kkkk)
    beijos
    x

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  9. Tadinho do Max. Deve ser pior ainda porque ele vê que o problema é só com ele. Posto logo Alina. s2

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  10. Fiquei curiosa pra ler e lí só esse cap. e o do extupro, no DS leio tudo. Bem legal esse tb. Coitado do Max, e quase morri de infarto junto com o Jay. Se eu continuar lendo suas fcs eu infarto, não se pode brincar com uma pessoa com um possível problema cardíaco assim!

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